sábado, 4 de outubro de 2014

Oh Amor...

Amor, Pediram-me que te definisse, que te explicasse, que te resumisse. Como se isso fosse possível! Estaria a diminuir-te, a atenuar-te, a abreviar quem és e quem és para mim. Não que para mim sejas diferente do que és para o mundo, eu é que contigo sou melhor. Aí sim é que  reside a diferença. Pediram-me que te definisse, que te esmiuçasse, que te expusesse. Se eu sou tu e se tu somos nós, como poderia eu expor-nos dessa maneira? Estaria a cortar-te pedaços, a desprezar-te os braços, seria o maior dos embaraços. Oh amor, como te posso definir se és tu quem me defines? Se és tu que me constróis e embalas, se és tu que me aumentas - as saudades - quando estás ausente e me diminuis em todas as tuas presenças de tão grandioso que és? Oh amor pediram-me que te definisse, que te explicasse, que te resumisse quando eu própria me resumo a ti, sem explicação ou definição senão aquela que exerces em mim. Oh amor…!

Sem comentários:

Enviar um comentário