segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Primeira visita no lar

Bem, ontem fui passar a tarde com o meu avô ao lar. 
Vieram-me as lágrimas aos olhos, vê-lo ali parado com uma expressão tão triste e um olhar tão profundo, parte-me o coração... Quase que não fala, mas se lhe fizermos alguma pergunta ele responde-nos, eu sei que isto se deve em grande parte ao Alzheimer, pois a doença faz com que ele se esqueça de iniciar e desenvolver uma conversa com quem o rodeia. Mas o que me está mesmo a preocupar são as feridas que ele está a começar a criar, primeiro nas orelhas devido ao facto de dormir de lado sempre nas mesmas posições e agora (já com as orelhas curadas) nos calcanhares, sabemos que as raparigas do lar o vão  virando várias vezes durante a noite, mas mesmo assim, ao dormir grande parte de tempo de barriga para cima, pois não tem forças para mudar de posição, os calcanhares roçam na cama e como ele tem a pela muito sensível, acaba por criar feridas. Bem isto é o ponto mau da situação.
O ponto bom da situação é que, no lar, o meu avô está quentinho e o facto de não apanhar o frio que apanhada ao "deslocar-se" da carrinha do lar á porta de casa também ajuda um pouco (porque se ele neste momento apanhasse uma pneumonia, poderia ser o fim), continuando... É super respeitado, não só pelas pessoas que trabalham lá como também pelos outros pacientes, pois como sempre foi uma pessoa de bem e que sempre ajudou os outros, sempre foi muita acarinhado por todos e agora continua a sê-lo, toda a gente gosta dele! No lar, apesar de não ter gostado muito da expressão dele, sei que se acontecer alguma coisa é logo auxiliado por um enfermeiro, tal não podia acontecer em casa, mais uma coisa positiva.
Hoje também era para lá ir mas acabámos por não ir, já eram quase 17h e depois para regressar a casa com gelo na estrada tornava-se demasiado perigoso. Mas espero ir lá, novamente, na quarta-feira, no fim do apoio de inglês.

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