sábado, 6 de junho de 2015

Os Direitos das Mulheres


O que são, afinal, os Direitos das Mulheres?

Uma longa tradição europeia que perdurou até finais do século XVIII, considerava as mulheres seres inferiores em relação aos homens. Emotivas, pouco racionais e organizadas, a sua função básica circunscrevia-se à procriação e ao lar. Os gregos remeteram-nas para o Gineceu. Platão considerou as mulheres e os escravos como seres destituídos de razão. Aristóteles embora as considera-se inferiores aos homens, preocupou-se sobretudo em precisar a melhor idade em que deviam procriar e serem educadas pelos maridos.
Jean-Jacques Rousseau, símbolo por excelência do iluminismo, mais de 2 mil anos depois continua a repetir o mesmo tipo de discurso sobre a inferioridade das mulheres. Este era o conceito dominante e quase nada mudou ao longo de séculos.
Apesar desta ser a realidade, é fácil de constatar que em todas as épocas muitas mulheres se destacaram como filosofas, chefes guerreiras, artistas ou demonstrarem capacidades que teoricamente eram apanágio apenas dos homens. A história sempre as apontou como exceções e como tais foram valorizadas.

Qual é o problema?

O estatuto da mulher na sociedade, é esse o problema!
Na sociedade em geral, parece que algo de injusto se passa: as mulheres têm vindo a ser vítimas de ataques sistemáticos, como se fossem “seres” de condição inferior à masculina.

Possíveis respostas:

Nos anos 60, o mundo feito de homens e propriedade dos homens, as mulheres eram toleradas porque necessárias, porque eram boas auxiliares, mas sempre limitadas a um lugar secundário, de acordo com as capacidades que lhes eram atribuídas. Colocadas no lugar que lhes era reservado pelos homens, viviam passivamente na obediência a leis criadas por eles, perpetuando-se, assim, a sua condição de seres menores.

Alguns argumentos:

A favor:
- A condição da mulher Talibã: São fantasmas que passam “flutuando” na paisagem de homens barbados e armas ao ombro. Sem quaisquer senão o de “parir”, são de tal modo desgraçadas que, mesmo quando os maridos as infetam com doenças venéreas, cabe a elas expiar as culpas de tal delito. Porque elas são o pecado e eles a virtude.
A condição da mulher ocidental: As mulheres não necessitavam de qualquer educação intelectual, não tendo de saber ler nem escrever nem ser instruída. Necessitava apenas de ser devidamente treinada para as tarefas relativas ao cuidar do marido, dos filhos e do lar. Casava cedo e não escolhia o marido, passava a ser objeto do marido a quem devia obediência e fidelidade.

Eis um exemplo de punição das mulheres nas sociedades Talibã e Ocidental. 
Sofia Hayat, descendente muçulmana, é um bom exemplo de luta contra a sua própria cultura para conseguir atingir tudo aquilo que queria. 
Escreveu o livro Desonrada.





Contra:

A publicação do livro O segundo sexo por Simone de Beauvoir em França veio trazer confiança as mulheres pelo seu valor intrínseco, passando a considerar-se seres diferentes, mas não inferiores em relação ao homem.
Com o passar dos anos, cada vez a insatisfação das mulheres era mais, o que levou a uma compreensão por parte dos homens. Em Portugal, o marco mais significativo relativamente à consideração dos direitos das mulheres foi a revolução de 25 Abril de 1974, que instaurou a Democracia em Portugal.



A favor:

Constituição de 1976: Com a Democracia e a entrada a vigor da constituição de 1976, os direitos das mulheres passaram a estar declarados na legislação portuguesa.

Contra: 

A mudança de mentalidade: Apesar de a igualdade entre homens e mulheres estar consignada na lei após a aprovação da constituição de 1976, muito ainda há a fazer para que as mulheres portuguesas usufruam, em todos os domínios,  dos direitos legalmente conferidos. Como noutros países do mundo, o fator determinante para que tal aconteça é a mudança de mentalidade.
Só com grande dose de iniciativa e comunhão de vontades é que será possível fazer com que os decretos sobre os direitos humanos se apresentem manifestamente sensíveis à violação dos direitos humanos das mulheres. Dois dos problemas que a mulher atualmente confronta são: a discriminação do trabalho e a violência doméstica. 

Tens alguma palavra a acrescentar?

Tenho sim. Já algum dia foram ao dicionário ver os significados de "mulher" e de "homem"? Well, é mesmo ridículo a distinção que fazem entre homem e mulher. Como é que depois querem "impor" igualdade se depois as definições do dicionário são isto?
- Definição de mulher:  
nome feminino
1. mamífero primata, bípede, sociável, que se distingue de todos os outros animais pela faculdade da linguagem e pelo desenvolvimento intelectual; ser humano
2. pessoa adulta do sexo feminino, pessoa do sexo feminino depois da puberdade
3. mulher em relação à pessoa com quem está casada; cônjuge do sexo feminino; esposa
4. coloquial companheira, namorada ou amante
5. conjunto das pessoas do sexo feminino
6. espécie de jogo popular
mulher de má vida pejorativo
prostituta
mulher de virtude
bruxa, feiticeira
- Definição de homem:
nome masculino
1. mamífero primata, bípede, sociável, que se distingue de todos os outros animais pela faculdade da linguagem e pelo desenvolvimento intelectual; ser humano
2. pessoa adulta do sexo masculino, pessoa do sexo masculino depois da puberdade; sujeito; indivíduo
3. [com maiúscula] a espécie humana; humanidade
4. coloquial marido, companheiro ou amante
homem de bem
indivíduo honesto e correto
homem de Deus
indivíduo que dedicou a vida a Deus
homem de palavra
indivíduo que cumpre o que promete
homem feito
indivíduo que atingiu o seu pleno desenvolvimento, adulto
um homem prevenido vale por dois (provérbio)
perante uma situação inesperada, é melhor prevenir-se ou ter cuidado, tentando prever e preparar-se para o que pode acontecer

O que podes concluir com isto tudo??


Não é fácil encontrar informação específica sobre este tema dos direitos das mulheres, visto que é um ser humano, logo os  direitos humanos englobam o homem e a mulher. Pois quando falamos sobre os direitos da mulher estamos também a falar dos direitos humanos.
Mas quanto ao conteúdo, a tese mais próxima da perfeição será aceitar a 100% a Constituição de 1976 e anular o argumento do problema da mudança de mentalidade, isto é, devemos aceitar os direitos das mulheres como direitos humanos e não criar mais complicações, ou seja, aceitar as mulheres como seres humanos que são, para que não haja mais registos de violência doméstica, nem discriminação. Para isso podia-se criar castigos fortes para a violência doméstica e ações de sensibilização a pessoas que insistem ainda a tornar as mulheres como suas “escravas”.

Agora, para concluir, porque escolheste este tema?

Escolhi este tema porque sempre me despertou interesse, não só pelo facto de ser rapariga. Com a abordagem deste tema surgem associados outros temas, também filosóficos, como por exemplo, o da Violência Doméstica.
Com este post pretendo demonstrar que embora se fale em igualdade de género e no mundo global, ainda existem mulheres discriminadas em relação aos homens. Atualmente ainda existe um grande número de mulheres que são apenas donas de casa e servem para cuidar dos filhos, pois não podem sair de casa porque os maridos não autorizam. Atualmente tem-se notado alguma mudança, mas a um ritmo lento.





Sem comentários:

Enviar um comentário