quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Hellhound

Esta é uma lenda de outras culturas sobre os nossos adoráveis cães anunciadores da morte pactual.


Cães Negros fazem parte do folclore da Inglaterra onde são conhecidos por Barghest que aparecem para anunciar a morte, e são descritos como "cães negros, enormes, com grandes olhos vermelhos e incandescentes, que têm a estranha capacidade de desaparecer num estalar de dedos". São seres sobrenaturais que costumam ser vistos em encruzilhadas, e são geralmente ligados ao inferno. 



“Cães Negros”, eles são falados em vários cantos do mundo, como na África do Sul, em 1963: dois homens viram um animal parecido com um cachorro passar à frente do carro. Outro caso de encontro com esses seres misteriosos foi contado por Theodore Ebert, de Pottsville, na Pensilvânia, na década de 50 ele afirma que: “Certa noite quando eu ainda era pequeno, caminhava com alguns amigos pela estrada Seven Star e um grande cão negro apareceu do nada e ficou entre mim e um amigo. Quando o fui acariciar, ele desapareceu. Desapareceu num estalar de dedos”. Em outros casos eles nem sempre são vistos como seres do mal. Na Grã-Bretanha, as suas lendas contam que os cães negros apareciam às pessoas nas estradas para conduzir as mesmas, como um espírito protetor; Já na Inglaterra, ele surgia para ameaçar as pessoas ou somente para passar um prenúncio de morte em caso de pactos com demónios ou não.




Em muitas culturas eles são vistos como guardiões dos portões universais, o que não é estranho já que ele protege os portões da nossa casa. Num exemplo, na Mitologia Grega, Cérbero ou Cerberus era um monstruoso cão de múltiplas cabeças e cobras ao redor do pescoço que guardava o portão do inferno, no reino subterrâneo de Hades, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem; Na “Divina Comedia”, Cérbero aparece no inferno dos gulosos, onde ele come as almas gulosas por toda eternidade com seu apetite descontrolado.
Antigamente associavam o cão a uma das formas do coisa-ruim. Na cultura popular é mais comum ouvir isso do que se imagina.

Um dos relatos mais antigos sobre a aparição de um destes seres é contado no Annales Franorum Regnum de 856 dC. Neste manuscrito é descritp como uma repentina escuridão que envolveu uma igreja durante uma missa e como um grande e misterioso cão negro que soltava faísca pelos olhos que apareceu e se pôs a inspecionar o recinto, como se procurasse por alguém ou alguma coisa, até que, de modo súbito, desapareceu. 
Outro caso que estranhamente se passou também numa igreja, aconteceu a 4 de Agosto de 1577, em Bongay, perto de Norwich, Inglaterra. O manuscrito conta que durante uma tempestade um cão negro entrou na igreja e desatou a correr no corredor. O sombrio animal foi responsável pela morte de dois cidadãos que se encontravam no local e ainda queimou um terceiro. Com tudo, não se sabe ao certo o porquê das suas aparições. Na maioria das vezes eles aparecem para procurar algo ou alguém. Caçadores ou guardiões? Talvez os dois. Seja o que for, rezem para não o encontrarem, porque as consequências podem ser graves.

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